Milhares de pessoas lotaram a Avenida Paulista neste domingo, na maior festa da diversidade da cidade. Nem mesmo a garoa que caiu pouco depois das 13h esfriou o ânimo dos participantes. Ao som de Danúbio Azul, no estilo tradicional e em ritmo techno, participantes da Parada Gay dançaram valsa na Paulista, na tentativa de quebrar um recorde e entrar no Guinness Book, o livro dos recordes. O recorde atual é de 1.500 casais dançando valsa na rua. Na Avenida Paulista, porém, com a mistura dos ritmos, muitos casais não dançaram valsa, mas pularam debaixo de chuviscos pouco antes de saírem em marcha.Eleita primeira diva da Parada Gay de São Paulo, a cantora Preta Gil abriu a 15ª edição do evento pedindo respeito à diversidade. Em coletiva à imprensa, ao lado do governador Geraldo Alckmin, do prefeito Gilberto Kassab e da senadora Marta Suplicy, Preta pregou a criminalização da homofobia, mais uma vez tema da parada deste ano. Com bom humor, usando vestido todo bordado em cristais, a cantora disparou:
- Eu sou uma travesti que já nasceu operada. E estou aqui muito honrada de ser primeira diva da parada, por isso já vim toda trabalhada no brilho porque sou uma drag debutante, com muita honra humildade e emoção - disse ela, lembrando da trajetória do pai, o cantor Gilberto Gil, nos anos 70.
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